Para ti! Sim, tu... que queres deitar tudo cá para fora e não tens papel ou saco por perto...

Terça-feira, Junho 21, 2005

O "íssimo" que nós fomos!

(talvez a história não tenha acabado)

Não dava mais para disfarçar
Tudo fazia lembrar-te
uma inspiração especial para escrever
aquelas cores quentes em frutos tropicais
o "verdão" dos olhos ao olhar-te com toda a minha luz
os sabores doces nas nossas bocas salgadas
a lua era a luz do teu olhar, no nosso abrigo aluarado
de uma luz que se debruçou em mim
Pedidos que fizemos ao mar
falar-te ao ouvido, sorrir contigo ao som do "pato donald"
Na escuridão o teu olhar iluminava-me
Aquela minha estrela-guia era o teu sorriso
Dar por nós a suspirar, sem perceber
Dei por mim a respirar o ar que eras tu
Ouvir os pássaros cantar lá fora para nós
Em cada solidão vencida eu desejava
O reencontro com o teu corpo abrigo
Ah! Minha adorada
Viajei tantos espaços
Cabes assim no meu abraço
Acordar com sorrisos
Ter o dia todo para ver-te
Um furacão surgiu no coração
Sem ter licença para entrar
Tempestade de desejos
Um beijo molhado de luz
Selava o nosso amor
Mais uma tempestade de mel para adoçar
Um eclipse no final de um beijo
Uma estação, um inverno, uma primavera, um verão
Um raio de sol
Que aquecia e tentava tirar o medo que teimava em desaparecer
De enfrentar os riscos, da rápida entrega
Desejo de envelhecer querendo abraçar-te
Sem prender-te a nada
Davas por ti agarrada à corda a partilhar a bola dos sonhos
Ainda te vejo olhar para mim
Ainda sinto a tua mão
Uma lenda de paixão
Fez sorrir e fez chorar
Dedilhar numa viola
Uma canção para te embalar.

Mauro Rodrigues